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Afinal parece que o dinheiro traz mesmo felicidade

Devo dizer que sempre achei muito pirosa a famosa frase “O dinheiro não traz felicidade”, e que nunca a vi ser utilizada por alguém que não estivesse com problemas financeiros.

Longe de mim pensar que o dinheiro é tudo na vida, apenas sei que quem não tem o mínimo necessário para as necessidades básicas, tem maior tendência para sentir elevados níveis de stress.

Não é apenas uma questão de viver luxuosamente.

Não se trata apenas de viver uma vida confortável. Trata-se de poder ter acesso a cuidados de saúde quando necessário e não ficar anos à espera de consultas no sistema nacional de saúde.

De não ter de rezar de cada vez que se conduz um carro com 15 anos, para que nada avarie, porque não há possibilidades de o arranjar (eu há uns anos).

E trata-se também de ter alguma paz de espírito por saber que se acontecer algum imprevisto, existe uma reserva para usar nestas situações. Para isso não é preciso ser-se milionário.

A correlação entre dinheiro e felicidade estudada cientificamente.

Num estudo empreendido por psicólogos da Purdue University nos Estados Unidos e num inquérito realizado em 164 países pela Gallup World Poll, demonstrou-se que existe de facto uma correlação entre dinheiro e felicidade.

A felicidade aumenta à medida que a capacidade financeira aumenta também, mas só até certo ponto. A partir de determinada altura, ter mais dinheiro não traz mais felicidade e pode até mesmo provocar o inverso!

Eis o que o artigo da Purdue University refere:

«Depois do ponto em que as necessidades estão satisfeitas, as pessoas podem sentir-se incentivadas pelo desejo de perseguir mais ganhos materiais e entrar em comparações sociais, que podem, ironicamente, diminuir o bem-estar».

Torna-se ainda necessário frisar outro ponto, que é o de que o dinheiro apenas trará felicidade se souber como o gastar, não comprando mais coisas, mas investindo-o de maneira a libertar o seu tempo.

ou seja:

O dinheiro não garante a felicidade.

Como ser feliz com dinheiro.

Michael Norton, professor na Harvard Business School, deu uma palestra num Tedx Talk onde afirmou que noutro estudo realizado a nível mundial, em que foi dada uma pequena quantia de dinheiro a várias pessoas, constatou-se que quem tinha gasto o dinheiro a comprar algo para outros, ou mesmo a dá-lo a alguém em necessidade, apresentava um aumento de felicidade.

Enquanto que quem tinha gasto o dinheiro consigo próprio não apresentava nenhuma alteração no seu bem-estar.

Demonstrou-se desta forma que quem gasta o dinheiro com outras pessoas sente-se mais feliz (se estiver a sentir-se triste posso enviar-lhe o meu nib).

Afinal, parece que o dinheiro traz mesmo felicidade, mas não da forma excêntrica que a maior parte das pessoas imagina.

Ferraris, Iates, casas de luxo e Rolexs não trarão mais felicidade. Apesar disso, se tiver como objetivo tornar-se multimilionário e comprar todas estas coisas, serei a primeira pessoa a dizer-lhe para se dedicar ao máximo nessa sua conquista pessoal.

Deixo apenas como reparo que nunca vi ninguém se tornar milionário tendo apenas como motivação comprar bens materiais. No entanto, já o vi acontecer por motivos como:

– Construírem algo de que se orgulhassem.

– Terem um produto no mercado criado pelos próprios e desejado por outras pessoas.

– Dar uma lição a todas as pessoas que têm à sua volta e que sempre acharam que nunca iriam ser nada na vida.

O assunto do dinheiro é muito delicado e também muito emocional, deixe-me saber a sua opinião sobre o mesmo.

4 comentários em “Afinal parece que o dinheiro traz mesmo felicidade”

  1. A minha opinião sempre foi de que é mais fácil ser feliz se você tiver dinheiro. Não é felicidade garantida, mas é um bom caminho. Afinal, numa sociedade capitalista, é dificil ser feliz se você não tiver condições de acessar as necessidades básicas que te garantam uma vida tranquila. Eu sempre me sinto mais feliz quando estou estável financeiramente!

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  2. Eu acho que a felicidade que o dinheiro traz tem a ver com o ‘não se preocupar com ele’, sabe? Não necessariamente que pessoas que tenham dinheiro em abundância sejam mais felizes por causa deles, mas pelo poder de compra, com ele em todos os sentidos, sabe? Atualmente com a crise da pandemia ficou bem mais claro isso. Pessoas continuam sofrendo pelo dinheiro mesmo ele não garantindo a vida, sendo que de certa forma, ele garante a vida de quem pode ficar em casa resguardado e não precisa se colocar em risco pra ir trabalhar fora para ter o que comer, ou tendo que escolher entre morrer de fome ou de covid. Não sei se ficou muito claro, mas acho que é mais ou menos isso

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  3. Gostei muito do post! Como você disse, nunca vi alguém dizer que o dinheiro não traz felicidade sendo uma pessoa que passa por dificuldades financeiras. Acho que o dinheiro pode comprar muitas coisas que nos deixam mais felizes, e afinal, pra viver bem, precisamos do dinheiro, pois vivemos em uma sociedade capitalista, não é?
    Por outro lado gostei MUITO dessa perspectiva de que “o dinheiro traz felicidade, mas não a garante”, muito bom!

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  4. Pra mim sua primeira frase resumiu o post e foi ponto chave dele. É muito fácil falar que dinheiro não traz felicidade quando a pessoa não sabe (ou esqueceu) o que não tê-lo para suprir necessidades. Sempre que me perguntam o que minha ideia vida boa ou tranquila eu digo que é ter dinheiro o suficiente para que imprevistos não se tornem problemas. Não precisamos trocar nossa geladeira todo ano (inclusive é necessário repensar se nosso consumo não está ultrapassando seus limites, também), mas saber que você pode comprar uma nova se a atual pifar sem isso te causar transtornos, minha nossa, se isso não é felicidade eu não sei o que é!

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José Lança

José Lança

José Lança é o criador do blog Desbloqueie-se, onde milhares de pessoas espalhadas pelos quatros canto do mundo já foram procurar inspiração para os seus desafios. Dedica o seu tempo à escrita de não ficção, explorando temas que abrangem desde o desenvolvimento pessoal ao condicionamento social, passando por tudo aquilo que tem impacto na produtividade pessoal de cada indivíduo. Acredita que o seu propósito de vida é atingir a maestria num único campo, ao longo de toda a sua vida.
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